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Está na hora de reformularmos o ramo óptico brasileiro!
Meus amigos, nesta minha visita à Mido, em Milão-Itália, em março deste ano, pude presenciar as mudanças mundiais que estão ocorrendo no ramo óptico e cheguei à seguinte conclusão:
Devemos nos libertar desta letargia e massificação que atingirá o varejo e partir para uma reformulação geral, onde deva prevalecer a criatividade, produtos diferenciados e inovadores, atendimentos personalizados e campanhas de acuidade visual em nível nacional, para fomentarmos ainda mais esta demanda por produtos ópticos e, mais do que nunca, lutar por nosso espaço de direito e com todas as forças, porque senão, do modo em que trabalhamos Está mais do que certo que existirá esta mudança. Vi na Europa modelos de trabalho que deverão ser implantados no Brasil e será rápido, silencioso e fatal para alguns. Este meu alerta é para aqueles lojistas que ainda não acordaram para este acontecimento de grandes fusões empresariais, gerando grupos que terão uma grande oportunidade de conquistar uma bela fatia do mercado, graças ao seu poder econômico e político. Peço a vocês que tenham uma maior participação política nas reuniões que são promovidas Está na hora de reformularmos o ramo óptico brasileiro! 04 REVISTA ótica E-mail: oticarevista@oticarevista.com.br - Precisando de ajuda, fale conosco. EDITORIAL IMPRESSÃO IBEP Gráfica CORRESPONDENTES INTERNACIONAIS Joaquim Duarte Marcelo Mendes Carvalho Periodicidade: Bimestral Março/Abril - 2010 Circulação: Abril - 2010 por nossas associações e entidades sindicais, pois são graças a elas, que são formuladas e regulamentadas as leis que regem o nosso mercado óptico e cabe a você leitor, saber se tal projeto é construtivo ou não para a nossa categoria. A omissão é um erro imperdoável no mundo dos negócios, pois uma lei mal redigida poderá fazer um enorme estrago. Por isso insisto na sua conscientização política e participativa. Isto é um alerta para todos!
No panorama geral do jogo, até que a nossa geração está cumprindo bem o seu papel, haja visto que a Abióptica, por exemplo, vem mostrando muito bem o seu desempenho no combate à pírataria, esse mal que aflige o país, em todas as áreas comerciais. Prova disso é que está coordenando os trabalhos de atualização de produtos ópticos na ABNT, além de promover diversas ações sociais através de sua fundação. Os sindiópticas de todo o país estão unidos sob a bandeira da CBÓptica (Câmara Brasileira do Comércio de Produtos e Serviços Ópticos) que vem lentamente conquistando e implantando seus projetos e trabalhos em prol do ramo, como já publicamos em edições passadas da Ótica Revista. Não podemos nos esquecer do Siniop, Sindicato da Indústria Óptica, que está sempre empenhado em diversos projetos, ora sozinho, ora em conjunto com alguma entidade, sempre lutando pela indústria óptica nacional, como pudemos ver recentemente sua participação no plenário da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, discutindo sobre o projeto do deputado estadual João Caramez, que visa a normatização do mercado óptico paulista. Existem muitos itens a serem discutidos e debatidos, como por exemplo, produtos ópticos que terão o selo do Inmetro (órgão certificador) visando a segurança do consumidor final; como o nosso dia a dia será fiscalizado para que tudo ande na mais perfeita ordem; que todos os estabelecimentos credenciados cumpram a regra de funcionamento, e outros pertinentes ao ramo. A informalidade vai acabar, pois, com o cruzamento das informações que a receita federal vai conseguir através da nota fiscal eletrônica e acesso às informações bancárias, com certeza vai inibir, e muito, qualquer atividade ilícita. Vamos ver o que vai ocorrer daqui pra frente. Portanto, tome uma atitude correta e reformule sua vida comercial, pois os tempos são outros!
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